Sobre o pedido de delação de Acir Filló (sem partido), protocolado dia 17 de outubro na procuradoria, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) informou que o documento está sendo analisado e que "oportunamente terá um posicionamento", sem dar prazos ou mais detalhes. O órgão, porém, não se manifestou com relação aos documentos falsos em que o político afirma ter sido acatado pela procuradoria.
A Corregedoria Geral da Administração (CGA) informou que Filló protocolou os documentos no Palácio dos Bandeirante em 23 de agosto, quando foi determinada apuração imediata das denúncias de possíveis irregularidades em contratos do Fundo Metropolitano de Financiamento e Investimento (Fumefi), apontadas pelo prefeito afastado de Ferraz de Vasconcelos.
Inclusive, o Fumefi encaminhou a cópia de contratos para análise dos corregedores, com sete anexos e cerca de 2 mil páginas, segundo informações da CGA.
A Corregedoria também adiantou que o prefeito afastado deve ser ouvido na próxima semana. "A CGA instaurou procedimento em 6 de setembro e a oitiva de Filló foi marcada para o dia 3 de outubro, mas o ex-prefeito solicitou adiamento devido a 'um grave problema de ordem familiar'. A data foi remarcada para 4 de novembro".
Sobre as acusações de pedido de suborno, o presidente do PSDB de Ferraz, Clóvis Caetano, se defendeu e disse que entrou com uma ação judicial de injúria contra o ex-tucano. "Filló alega que eu pedi dinheiro para ele voltar, mas quem o expulsou foi o diretório, por isso, nem tenho como revogar isso. Não tenho possibilidade jurídica para trazê-lo de volta ao partido. O Filló está desesperado", argumentou. "Eu apenas entrei com o pedido de expulsão do partido", completou.