Desde o dia 7 de junho, está em vigor o decreto municipal 15.931/2016, que dispõe sobre a obrigatoriedade de criação de brigadas contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus, em Mogi das Cruzes. O objetivo é eliminar criadouros em próprios públicos, como escolas, unidades de saúde, parques e cemitérios, e também no setor privado, incluindo comércios, indústria, escolas, serviços de saúde privados, instituições religiosas e outros, para a manutenção de condições que inibam possíveis infestações.
A implantação da brigada é obrigatória em empresas e estabelecimentos, públicos ou privados, que tenham mais de 20 empregados, ou com área igual ou superior a 500 metros quadrados. É obrigatória também para todas as imobiliárias, independente do número de empregados, que atuem no município, e para condomínios e associações de moradores. No caso das imobiliárias, o objetivo é manter uma rotina de cuidados em imóveis fechados, locais onde os agentes não têm acesso.
A brigada deve ser formada por grupos de pessoas capacitadas a atuar em determinada área para diminuir os riscos de proliferação do Aedes aegypti através da eliminação de potenciais criadouros. Este grupo é responsável pela vistoria de imóveis, locais de trabalho, manutenção da higiene e organização ambiental, por meio de atividades para eliminação mecânica dos criadouros ou controle químico (que deve ser feito apenas por pessoal especializado) e manutenção de condições que impeçam a proliferação do mosquito.
Como realizará um trabalho de rotina, a brigada deve ser composta por colaboradores das próprias instituições, em número suficiente para execução de vistorias em toda a extensão do imóvel. "Algumas empresas têm nos procurado buscando orientações. Já fizemos treinamentos e estamos à disposição para qualquer informação necessária", informa a veterinária Débora Murakami, coordenadora do Núcleo de Controle e Prevenção de Arboviroses (NPCA).
Os empresários têm dúvidas se é permitido ou não contratar uma empresa especializada para esta atividade. "Sim, isso é possível, caso a empresa prefira, mas trata-se de uma rotina que pode ser cumprida sem maiores problemas", explica ela, lembrando que o objetivo principal é, por meio da educação preventiva e permanente, estes grupos auxiliem na eliminação de criadouros. Mais informações podem ser obtidos no NPCA pelo telefone 4794-4343.