O Ministério Público Eleitoral ordenou que o Facebook apagasse duas páginas que estavam sendo usadas para atacar constantemente o candidato do PTB à Prefeitura de Suzano, Israel Lacerda. As páginas eram denominadas "Suzano TV" e "Eu sei de tudo". O Juiz Eleitoral da 415º Zona, Ricardo Tseng Kuei Hsu, concedeu a liminar no dia 7, por verificar que se tratava de conteúdo ofensivo com risco de grave dano irreparável e pelas páginas em questão não constarem informações sobre os seus responsáveis. A decisão pedia a exclusão até 48 horas após a sentença, o que aconteceu no último sábado.
"Passei toda campanha ocupado em levar para os moradores minhas propostas. Falei que não responderia a esses ataques, mas eu não posso admitir que pessoas irresponsáveis tentem diminuir minha história política e a minha vida pessoal. Sou pai de quatro filhos tenho muitos anos de serviços prestados por Suzano e exijo respeito", disse Lacerda que contou com o voto de mais de 38 mil suzanenses no 1º turno.
Os ataques ao candidato petebista começaram ainda no período de pré-campanha. Lacerda entende que esse foi um artifício usado pelo grupo do candidato que também disputa o segundo turno, já que ataques similares foram usados contra o candidato Said Raful (PSD), que terminou o 1º turno na terceira colocação com mais de 34 mil votos.
"Por trás do outro candidato existe um grupo político que possui um passado de crimes e condenações que sempre jogou sujo. Tentam fazer com que o seu candidato passe por 'bom moço' e me atacam covardemente com mentiras absurdas. Fizeram isso com o Said e já estava na hora de dar um basta nessa baixaria", disse.
Lacerda também fez questão de deixar claro que não possui nada contra ninguém. "Conheço o Rodrigo, ele foi o candidato a vice-prefeito ao meu lado quatro anos atrás e eu o respeito. Ele nunca ocupou um cargo público, nunca foi vereador, mas sei que se ele trabalhar muito e conquistar mais experiência no futuro ele poderá começar a contribuir com os moradores de Suzano. Só acredito que ele tenha escolhido mal as suas alianças políticas".