No Brasil os pequenos negócios correspondem a quase 95% das empresas, são responsáveis por 27% do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, cerca de R$ 1,6 trilhão, e 52% dos empregos gerados.
Estes indicadores são importantes, assim como as milhares de histórias que acumulamos ao longo de 44 anos de trabalho junto às micro e pequenas empresas e àqueles que sonham em tornar realidade o sonho de ter seu próprio empreendimento.
Histórias como as que encontramos na 4ª Semana do Empreendedor, realizada de 3 a 8 de outubro, com a realização de quase 25 mil atendimentos. A do futuro empreendedor com deficiência auditiva, cujo sonho é montar uma lanchonete que tenha como diferencial o atendimento a surdos e a dona de uma fábrica de alimentos para quem tem restrições alimentares e que está buscando novos mercados são exemplares.
Ambas demonstram a confiança que os empreendedores brasileiros voltaram a ter no futuro do Brasil, mesmo em meio à crise que ainda impacta em suas receitas. Recente pesquisa Indicadores Sebrae-SP mostra que 38% dos pequenos empresários paulistas acreditam na melhora da atividade econômica brasileira nos próximos seis meses e 34% acreditam que o faturamento de seus negócios vai acompanhar esta tendência. Entre os microempreendedores individuais, as expetativas positivas são ainda maiores: 47% apostam na melhora da economia e 54% acreditam no aumento do faturamento. É o quinto mês consecutivo que se registra o aumento de otimismo desta parcela significativa do setor produtivo.
É certo que confiança é sempre um ato de esperança, lastreado em projeções futuras; entretanto se olharmos para as conquistas obtidas em outubro, pode-se afirmar que os empresários estão com a razão.
Algumas delas defendi, como a proposta de emenda à Constituição (PEC) do Teto dos Gastos, por entender que gastar no limite do que se arrecada é a principal medida para restabelecer o crescimento - e não a via fácil do aumento de impostos. A aprovação na Câmara, em primeiro turno, da PEC que limita a evolução dos gastos primários da União à variação da inflação do ano anterior, pelos próximos 20 anos, vai permitir redução da dívida pública e, por consequência, a redução dos juros. Se tivesse acontecido há dez anos, estaríamos vivendo em outro Brasil, com uma dívida pública de R$ 700 bilhões, e não de R$ 4 trilhões.