Entre janeiro e setembro deste ano, 207 casos de dengue foram registrados em Mogi das Cruzes. O número é 72,6% menor que o contabilizado no mesmo período do ano passado, quando 871 pessoas foram diagnosticadas com a doença. De acordo com os dados da Secretaria Municipal de Saúde, deste total, 171 foram contraídos no próprio município e 36 em outras localidades.
Apesar do saldo positivo, a prevenção continua e o combate ao Aedes Aegypti, transmissor também da chikungunya e do Zika Vírus, deve ser intensificado. Isso porque, com o período de chuvas, aumentam-se as chances de proliferação do mosquito.
Segundo a pasta, as ações preventivas já viraram rotina. Desta forma, constantemente, são realizadas visitas nas residências, palestras de orientação para o público em geral, vistorias, bloqueios, capacitações sobre implantação das brigadas, entre outras atividades educativas.
Com o objetivo de eliminar os criadouros, as visitas casa a casa foram intensificadas, desde o mês passado, pela Vigilância Epidemiológica Municipal. "O trabalho vem sendo realizado inclusive aos sábados, quando as equipes aproveitam para vistoriar imóveis que estavam fechados durante a semana", disse.
Apesar disso, a secretaria destaca que é necessário que os munícipes também façam a sua parte, não deixando água parada. "É importante que a população não deixe de cuidar dos seus ambientes, promovendo vistorias constantes em seus imóveis para eliminação de possíveis focos", alertou.
Na próxima semana, após o feriado de Finados, a previsão é que seja realizada uma visita aos cemitérios para o recolhimento de eventuais detritos, embalagens e frascos que possam ser utilizados como foco para proliferação do Aedes aegypti.
Ainda segundo o balanço, entre janeiro e setembro deste ano, 13 ocorrências de chikungunya foram registradas na cidade. No entanto, todos foram contraídos fora do município. No mesmo período, nenhum cidadão foi diagnosticado com Zika Vírus.