Bancários do Alto Tietê entram em greve hoje por tempo indeterminado. A paralisação, que abrangerá agências bancárias de todo o País, é uma resposta à oferta de reajuste salarial de apenas 6,5% proposta pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) no último dia 29 de agosto.
Conforme já noticiado pelo Grupo Mogi News, a decisão de suspender o atendimento foi tomada na semana passada durante assembleia realizada pelos representantes sindicais. A oferta rejeitada inclui ainda o pagamento de um abono no valor de R$ 3 mil.
A categoria, com data-base em 1º de setembro, reivindica, além do reajuste salarial de 14,78% (sendo 5% de aumento real), PLR de três salários, mais R$ 8.297,61, o valor de um salário mínimo (R$ 880) para os vales alimentação e refeição, bem como para a 13ª cesta e o auxílio-creche.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Mogi e Região, Francisco Candido, que abrange cerca de 1,5 mil bancários de Mogi, Suzano, Poá, Biritiba Mirim e Salesópolis, pediu paciência por parte da população. "Pedimos o apoio de todos, pois não estamos lutando apenas pelos direitos dos trabalhadores. Nossa pauta inclui também pontos referentes a melhorias na segurança e no atendimento, o que também beneficia os cidadãos", disse.
Já o secretário de Relações Sindicais e Sociais do Sindicato dos Bancários de Guarulhos e Região, que abrange Itaquaquecetuba, Arujá e Ferraz de Vasconcelos, Adailton Patrício do Nascimento, classificou como "desrespeitosa" a proposta apresentada pelos banqueiros. "A categoria não aceitou a oferta porque ela é uma afronta aos trabalhadores. Eles usam como justificativa a crise econômica vivenciada pelo País, mas se olharmos o balanço dos bancos veremos que eles cresceram e muito mesmo com tudo isso", comentou.
Para o primeiro dia de paralisação, a previsão é de que, assim como em greves anteriores, alguns locais mantenham os serviços para atendimento dos aposentados.