Domingo é dia de eleições municipais. Gostaria muito que cada um dos eleitores refletisse bem sobre o significado do ato de votar. Está longe de ser uma aporrinhação. Também não se trata apenas de obrigação ou dever cívico. É bem mais. Significa oportunidade. É a chance de dizer, com voz alta e soberana, o que deseja para o município onde vive, nos próximos quatro anos.
Alguém vai dizer que os políticos são todos iguais. Prometem e não cumprem. Sim, muitos deles não honram os votos que receberam e ignoram a verdadeira essência da política, que é a arte de praticar o bem comum. Mas, não são todos. Ao atirar toda classe política na vala comum do descrédito, o eleitor perde a chance de exercer o seu direito de depuração, de seleção soberana. Se a vida é feita de escolhas, por quê abrir mão de escolher?
Escolher é tarefa difícil em quase todas as situações. Mas, nas eleições, escolher é uma dádiva. Abrir mão de escolher é como reclamar da cor da cortina, depois de dizer que aceitava qualquer uma. Ou o pai ausente culpar a mãe pela educação (ou falta dela) dada aos filhos.
Em Mogi das Cruzes, cabe a 296.944 mogianos decidir quem será o próximo prefeito e os 23 vereadores. Três candidatos disputam a Prefeitura, juntamente com seus vices, e quase 400 concorrem ao cargo de vereador. Peço ao eleitorado mogiano que vote com consciência, depois de analisar criteriosamente os concorrentes, suas propostas, a viabilidade econômico-financeira dos compromissos que assumem e seu histórico de trabalho e de vida.
Da mesma forma, rogo que avaliem a própria Cidade. Vale observar como está, o que já foi feito, quanto evoluiu nos últimos anos, do que precisa para ficar melhor e qual dos prefeituráveis estaria melhor qualificado para manter o ritmo de desenvolvimento. Afinal, o maior problema em qualquer lugar é a paralisação ou estagnação de bons projetos. Bom prefeito é aquele que coloca a Cidade acima da sua vaidade. Ele se dedica, dia após dia, à missão de oferecer melhores serviços públicos e ampliar a qualidade de vida da população à qual serve. Não interessam autorias, mas resultados.
Conclamo os cidadãos de bem para que exerçam com vigor seu direito de escolher seus representantes. Bom voto!