Mogi das Cruzes deve ganhar um Centro de Atendimento Psicossocial (Caps) Infantil em três anos. A unidade atenderá crianças e adolescentes dependentes químicos, além de outros casos de transtornos psiquiátricos. A implantação da estrutura está prevista no Plano Municipal de Saúde. A informação foi divulgada pelo secretário municipal de Saúde, Marcello Cusatis, durante reunião na Câmara, ontem, para detalhar o atendimento do Caps de Álcool e Drogas (AD), que começará a atender em dezembro.
Cusatis explicou que a implantação de um Caps Infantil é uma determinação da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que estabelece os pontos de atenção para o atendimento da saúde mental. "Eles exigem que as prefeituras montem tudo, mas o problema é o recurso. Temos que montar um Caps Infantil e outro Caps AD. Vamos montar o primeiro e ver a demanda, assim amadurecemos a rede. O Caps Infantil é uma evolução da saúde mental. Colocamos como previsão montar e inaugurar a unidade em 2019. Está previsto no Plano Municipal de Saúde, mas vai depender do próximo governo", disse.
O Caps AD que funcionará na Vila São Francisco terá vagas para atender 10 pessoas por até 14 dias. Nos casos mais graves, os pacientes serão internados nos 20 leitos que serão disponibilizados pelo hospital "Doutor Arnaldo Pezzuti Cavalcante".
Ao lado do centro, foi construída uma Unidade de Acolhimento com vagas para 16 pessoas, em que elas podem ficar até seis meses para fazer tratamento de recuperação.
A expectativa inicial é que o Caps AD realize 2,4 mil atendimentos por mês. A unidade contará com psiquiatra, clínico geral, enfermeiros e farmacêuticos especializados. O centro será administrado por uma Organização Social (OS). "A Unidade de Acolhimento já foi entregue e o Caps vai ser concluído entre 45 e 60 dias. Vamos mobiliar, equipar e abrir o mais rápido possível o chamamento para contratar a OS. Sabemos que são poucas as entidades que se atreverão a administrar um Caps, pois é algo difícil", disse Cusatis.
O Caps AD foi instalado na Vila São Francisco, em Brás Cubas, que possui o maior número de moradores de rua vinculados à dependência química. O presidente do Legislativo, Mauro Araújo (PMDB), afirmou que o serviço "preencherá uma lacuna muito grande na cidade".
O presidente da Comissão de Saúde da Câmara, Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho (PSB), o Chico Bezerra, avaliou positivamente a reunião e criticou a falta de repasse de recursos dos governos federal e estadual.