No para-choque do caminhão do "irmão de estrada" eu vi escrito: "Na subida você me aperta; na descida nós se acerta". Não deu outra! Ultrapassei o "carga pesada"na subida, e logo depois na descida o "bicho" foi colocado na "banguela" e perseguiu meu "fusquinha" vulnerável pela serra abaixo em desvario. Sudorese, palpitação e aceleração pra escapar da perigosa aproximação do temível caminhão.
Fiz o que pude pra salvar a mim e a família que estava no carro, porém a única opção foi lançá-lo, com risco, no acostamento em um entroncamento, e eles seguiram outro rumo tendo o ajudante a gritar impropérios pela janela da boleia. O dito popular diz que pra baixo todo santo ajuda. Bem, não sei de que lado que o tal santo estava.
Dizem, também, que cavalo não desce escada. Afinal, o que é mais difícil, subir ou descer os degraus da vida? Na verdade, investimos muito mais do nosso tempo para ensinar os nossos filhos, ou as pessoas, a subir, no entanto, o mais importante, e o mais difícil, é aprender como viver sem a auréola do status.
Geralmente ao subir os degraus da fama gostamos de pisar o tapete vermelho do orgulho; mais difícil fica quando ao descer temos debaixo dos nossos pés apenas a forração da humilhação.
Martin Luther King em uma de suas notáveis oratórias disse que a medida máxima de um homem não é o lugar que ele ocupa em momentos de conforto e conveniência, mas o lugar que ocupa em momentos de desafio e controvérsia. Nem sempre esse lugar é na altura do sucesso, mas quando você está no lugar mais baixo, fora do pódio, julgado como um derrotado cujo propósito será um fracasso. A fragilidade emocional dos filhos, criados com proteção excessiva pelos pais, se torna visível quando demonstram ser incapazes de tomar as próprias decisões ao lidar com contratempos e decepções, muitas vezes até de pouca gravidade.
O apóstolo Paulo escreveu ter aprendido a viver contente em qualquer situação e na escola de Cristo sentir-se forte, quando fraco, ao encher-se do poder de Deus.