O Hospital Ipiranga e o Instituto Mogiano de Ortopedia e Traumatologia (IMOT) promoveram, na noite de ontem, o I Encontro Científico Brasil-França de Cirurgia de Joelho. Na ocasião, uma palestra sobre "Revisão de Artoplastia Total de Joelho" foi ministrada por Philippi Neyret, chefe de ortopedia da Universidade de Lyon e presidente da Internacional Society of Arthroscopy, Knee Surgery and Orthopaedic Sports Medicine (Isakos).
Durante o encontro, cerca de 40 médicos da região puderam ter acesso a informações sobre os principais aspectos da cirurgia de reconstrução do joelho, bem como assistir a realização de dois procedimentos cirúrgicos conduzidos pelo ortopedista mogiano e coordenador do evento, Marcos Nali, chefe do Grupo de Joelho do IMOT.
E foi justamente a oportunidade de realizar uma demonstração cirúrgica que agradou Neyret. "Dentro da especialidade, não é importante passar o conhecimento apenas de uma forma oral. É preciso que haja essa prática e isso está sendo feito aqui", comentou.
Nali, por sua vez, ressaltou que a decisão de promover um evento mais restrito é benéfica, para que realmente haja essa troca de experiência. "Em um congresso, geralmente participam cerca de 500 médicos. Nós decidimos que esse seria algo mais informal, para apenas 40 pessoas. Dessa forma, todos conseguem participar e ter contato com um especialista do nível de Philippi. Ele tem uma experiência muito grande de produção científica. E nosso objetivo foi exatamente aproveitar isso, da melhor forma possível", disse.
Segundo ele, o Grupo de Joelho do IMOT realiza, anualmente, cerca de 50 cirurgias de artroplastia por ano. O procedimento, que consiste na reconstrução total do joelho, é indicado para pacientes com artrose. "Esse é um procedimento mais comum e o número realizado por nós é bastante respeitado e é grande, se comparado a outros países. Já a revisão da artroplastia ocorre de forma mais rara. Nada mais é do que a substituição de uma prótese por outra. Isso é necessário, uma vez que a mesma possui prazo de validade que é de cerca de 15 anos", explicou.
Já o diretor do Hospital Ipiranga, Tarcísio Xavier, ressaltou a preocupação da unidade em se capacitar para que procedimentos mais específicos possam ser realizados aqui em Mogi das Cruzes, sem a necessidade de os pacientes terem de se deslocar para outras localidades. "O hospital tem uma infraestrutura de ponta e os profissionais são de altíssima qualidade. A gente não precisa ir para os grandes centros para atender. Nós conseguimos ter esse tipo de evento e realizar esse tipo de cirurgia em Mogi. Estamos aptos para atender essa demanda aqui", concluiu. (S.L.)