A CPI da Merenda ouviu na manhã de ontem o depoimento do corregedor geral do Estado, Ivan Francisco Pereira Agostinho, e dos três delegados que iniciaram as investigações em Bebedouro sobre o suposto esquema de superfaturamento na venda de suco de laranja para a merenda escolar do Estado e de prefeituras.
Em seu depoimento, o corregedor reiterou as informações enviadas anteriormente para os membros da CPI, contidas no processo de investigação comandado pela Corregedoria e garantiu que o Estado, prefeituras e cooperados foram vítimas da Coaf. "Nenhum suco foi adquirido do agricultor familiar. A Coaf buscava o suco de laranja em indústrias ou comprava laranjas da Ceagesp", disse o corregedor. Para ele, ficou claro que esse procedimento permitiu ganhos financeiros aos gestores da Coaf, prejudicando não só o poder público. 
Relator da CPI, o deputado Estevam Galvão questionou o corregedor sobre os possíveis danos ao erário e providências executadas pela Corregedoria. Entre as sanções, está o pedido para tornar a Coaf inidônea e o encaminhamento à Procuradoria Geral do Estado para analisar um possível ressarcimento ao Erário público. 
Também foi pedida a instalação de um processo administrativo-disciplinar contra Luiz Roberto dos Santos (Moita), ex-chefe de gabinete da Casa Civil estadual, por tráfico de influência, e Dione Pavan, servidora afastada da Secretaria da Educação, que seria a última pessoa a ter visto um documento em que a Coaf pedia reequilíbrio econômico-financeiro de seu contrato.