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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Merenda ouviu na manhã de ontem o depoimento do corregedor geral do Estado, Ivan Francisco Pereira Agostinho e dos três delegados que iniciaram as investigações em Bebedouro sobre o suposto esquema de superfaturamento na venda de suco de laranja para a merenda escolar do Estado e de prefeituras, José Eduardo Vasconcelos, Paulo Roberto Montelli e Mário José Gonçalves.
Em seu depoimento, o corregedor reiterou as informações enviadas para os membros da CPI, contidas no processo de investigação comandado pela Corregedoria e garantiu que o Estado, prefeituras e cooperados foram vítimas da Coaf.
"Nenhum suco foi adquirido do agricultor familiar. A Coaf buscava o suco de laranja em indústrias ou comprava laranjas da Ceagesp", disse o corregedor. Para ele, ficou claro que esse procedimento permitiu ganhos financeiros aos gestores da Coaf, prejudicando não só o poder público. "Os cooperados são tão vítimas quanto o Governo do Estado e as prefeituras".
Os esclarecimentos foram baseados em contratos firmados entre a Cooperativa e o governo do Estado em 2011 e 2014 - este último no valor total de R$ 13.559.225,04, para o fornecimento de suco de laranja em embalagens de 200 ml e de um litro.
Relator da CPI, o deputado Estevam Galvão (DEM) questionou o corregedor sobre os possíveis danos ao erário e providências executadas pela Corregedoria. Entre as sanções, está o pedido para tornar a Coaf inidônea e o encaminhamento à Procuradoria Geral do Estado para analisar um possível ressarcimento ao Erário público.
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