A campanha eleitoral começou há uma semana, no entanto, ainda está "tímida" em Mogi das Cruzes. Diferente das últimas eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu a instalação de cavaletes, placas e faixas nas ruas. O novo jeito de divulgar a candidatura tem agradado parte dos mogianos, mas outra parcela dos eleitores reclama da falta de divulgação e tempo para conhecer os candidatos. A campanha eleitoral terá 47 dias. As inserções na televisão e rádio começão na sexta-feira.
A legislação está mais restritiva nesse ano e a campanha promete ter um volume bem menor de publicidade nas ruas. "Prefiro uma campanha mais limpa, como a desse ano, sem folhetos jogados no chão. Recebi o primeiro 'santinho' de candidato apenas hoje (ontem). Se fosse em outros anos estaria com vários. Não acho que a distribuição desses papéis muda alguma coisa. Ninguém escolhe o nome do candidato na hora", afirmou Décio Contes Martins, de 63 anos.
O aposentado Antônio da Silva, 70, concordou com o novo perfil da campanha. "Era muita poluição, as ruas ficavam todas sujas. Acredito que o que vale para o candidato são as atitudes".
Diferente dos outros anos, o Largo do Rosário, principal ponto de concentração de público na região central, contava apenas com a distribuição de santinhos de dois candidatos. "Acho que ficou melhor sem placas e cavaletes. A cidade fica mais limpa. Já escolhi um dos meus candidatos e o outro eu decidirei ao longo da campanha", contou a merendeira Sebastiana Aparecida Francisco, 60.
O TSE proíbe a instalação de placas, faixas, estandartes, cavaletes e bonecos em locais e estruturas públicas. Já nos imóveis particulares, as pessoas poderão afixar propaganda em adesivo ou em papel, que não supere meio metro quadrado. "Não sou favorável a essa nova forma de campanha, pois não temos como conhecer os candidatos, não ouvimos suas propostas e, consequentemente, não podemos cobrar depois", avaliou o porteiro Silvio Emanuel Libório, 28.
O vigilante José Nivaldo dos Santos, 63, ressaltou que as pessoas estão habituadas com as propagandas espalhadas pelas ruas. "Estamos acostumados com a bagunça das eleições. Com a publicidade nas ruas conhecemos os candidatos; sem isso, vai ser mais difícil", acrescentou.
O bombeiro civil Nelson Pedro Miguel (PMN), candidato a prefeito de Mogi das Cruzes, esteve na região central ontem. Ele informou que a agenda está focada em caminhadas, reuniões e visitas. O candidato apoiou o atual modelo de campanha. "Está sendo uma eleição limpa. Os cavaletes na rua atrapalham os pedestres. Não estou tendo dificuldade nenhuma, pois o nosso trabalho é bairro a bairro e casa a casa, ouvindo as necessidades e reivindicações do povo", ressaltou.