O feriado de hoje comemora os 84 anos da Revolução Constitucionalista, que marcou a tentativa paulista de derrubar o governo Getúlio Vargas e a criação de uma nova constituição brasileira.
Prestes a completar 96 anos de fundação e uma das mais antigas entidades em atividade no Estado, a Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) teve participação de destaque na guerra paulista, servindo de apoio para aqueles que defenderam a bandeira de São Paulo e funcionando como posto de coleta de fundos para financiar os confrontos.
A Revolução Constitucionalista é considerada o maior movimento cívico do Estado e se estendeu por três meses - de julho a outubro de 1932. Mogi deu a sua contribuição direta com voluntários que lutaram nos confrontos e também com ações de retaguarda, entre elas a arrecadação de dinheiro, alimentos e remédios que foram fundamentais durante a guerra.
"Os relatos históricos mostram que a associação organizou a assistência para as famílias dos combatentes, fornecendo alimentos e remédios que eram doados pela população", ressalta a presidente da ACMC, Tânia Fukusen Varjão.
Ela lembrou que a assistência aos combatentes era encabeçada pelos médicos Milton Cruz e Deodato Wertheimer, profissionais que deixaram legados na cidade.
Um dos destaques da participação da associação na Revolução foi a campanha "Ouro para o Bem de São Paulo". A entidade, na época presidida por Joaquim de Sá, empresário que atuava no setor de combustível, funcionou como posto oficial de arrecadação de fundos para financiar a luta dos paulistas contra getulistas.
A cidade contabilizou perdas, como a morte de quatro mogianos que caíram nos combates: Voluntário Fernando Pinheiro Franco, Cabo Diogo Oliver, José Antônio Benedito e Jair Fontes de Godoy. Mas, principalmente, deu exemplos de civismo e de solidariedade.
História
A Revolução Constitucionalista de 1932 foi uma resposta paulista à Revolução de 1930, a qual acabou com a autonomia de que os estados brasileiros gozavam durante a vigência da Constituição de 1891. No total, foram 87 dias de combates, (de 9 de julho a 4 de outubro de 1932 - sendo o último dois dias depois da rendição paulista), com um saldo oficial de 934 mortos. São Paulo, depois da Revolução de 1932, voltou a ser governado por paulistas, e, dois anos depois, uma nova Constituição acabou sendo promulgada, a de 1934.