O empresário José Augusto Cardoso Filho, proprietário do aterro da Empreiteira Pajoan, em Itaquaquecetuba, afirmou ao Grupo MN, ontem, que a movimentação de terra localizada na área se deve à recuperação do terreno. "Nós estamos fazendo a movimentação da terra, mas não estamos recebendo lixo. Tenho até 2018 para recuperar tudo, mas com a interdição não sei como será", justificou.
O empresário afirmou ainda que enfrenta ação judicial por danos ambientais no terreno aterrado na estrada do São Bento. "Essa área recebeu terra do Aeroporto Internacional de Guarulhos e houve denúncias. Por isso, foi aberta uma ação popular. Hoje, o MP interditou lá e aqui, mas não tem motivo para interditar o terreno do aterro", completou.
De acordo com a promotora de Justiça de Itaquá, Daniela Vidal Milioni Gonçalves, na área da estrada São Bento existe a denúncia de que cursos d'água foram aterrados, além do descarte irregular de lixo. "Está proibida qualquer atividade por lá até o final do processo, mas sabemos que isso não estava sendo cumprido também", explicou. (C.M.)