Mogi das Cruzes já está realizando exames para identificação do vírus H1N1. Os testes, que começaram a ser feitos ontem pelo Laboratório Municipal, serão custeados pelo próprio município e terão seus resultados divulgados em até quatro dias. Cada processo custará cerca de R$ 350 e, por isso, serão efetuados somente em alguns casos específicos.
A medida foi adotada devido à demora das análises feitas pelo Instituto Adolfo Lutz, na capital. Desde janeiro, 114 amostras foram enviadas para o laboratório paulista e nenhum resultado foi divulgado até o momento. Este fator não compromete o tratamento dos pacientes. No entanto, dificulta a visão real da situação da doença na cidade.
O exame será realizado apenas para pacientes residentes em Mogi, que sejam portadores do cartão SIS, que estejam internados em hospitais públicos ou filantrópicos e que apresentem Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ou sinais de gravidade, que apontem a necessidade de cuidados intensivos. O grupo abrange apenas crianças e adolescentes entre 0 a 18 anos, adultos que no momento da coleta estiverem necessitando de cuidados intensivos, bem como gestantes e casos com evolução fulminante.
O primeiro mogiano a ser submetido à análise foi uma criança de cinco anos, que permanece internada no hospital Luzia de Pinho Mello.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Marcello Cusatis, o município trabalhará com base em um protocolo. "A recomendação do próprio Ministério da Saúde é de que os testes sejam feitos apenas em pacientes com SRAG, que apresentam dispneia ou outros sintomas como desconforto respiratório, hipotensão em relação à pressão arterial habitual, entre outros, além de sinais de gravidade que indiquem a necessidade de cuidados intensivos. Ou seja, o paciente que procurar a UPA com uma gripe ou um resfriado, não necessariamente fará o procedimento. Ele será efetuado apenas em casos graves", explicou.
A médica da Vigilância Epidemiológica, Tereza Nihei, esclareceu ainda que a realização ou não do exame, chamado "swab", não comprometerá o tratamento. "Independente de ser feito ou não, todos receberão o atendimento normalmente. Se o paciente não estiver enquadrado no protocolo, por não ser um caso grave, mas o médico suspeitar de H1N1, ele vai receber a medicação e todo o acompanhamento", destacou.
As amostras também continuarão a ser coletadas nos demais casos suspeitos, em que não haja gravidade. Nestes casos, seguirão para análise do Instituto Adolfo Lutz, como anteriormente.