A Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes cresceu tanto que até o secretário de Estado da Educação, José Renato Nalini, veio prestigiar a tradicional Entrada dos Palmitos, que encheu as ruas do centro da cidade na manhã de ontem. Ele seguiu o cortejo ao lado do bispo diocesano Dom Pedro Luiz Stringhini.
O titular da pasta ainda destacou que se considera conterrâneo de Mogi das Cruzes. No ano passado, ele foi homenageado com o título de cidadão mogiano pelos trabalhos prestados como desembargador, enquanto atuou como presidente do Tribunal de Justiça. "Fiz muitos amigos aqui", lembrou ".Essa festa é muito mais significativa que o Carnaval do Rio. Aqui é a população que faz a festa, participa e torce", valiou.
Nalini ainda lembrou que essa tradição cultural poderá entrar na grade curricular das escolas. "Fiquei entusiasmado com a possibilidade de essa tradição vir a ser disseminada nas duas redes de educação", afirmou. "Essa cultura da tradição do Divino Espírito Santo envolve fé, religião, mas reúne cultura, folclore, educação. Não há nenhuma tática ou metodologia pedagógica que não pode se valer dessa riqueza".
O secretário também falou sobre as ocupações de prédios públicos, que tem sido organizada por estudantes da rede de ensino. Os manifestantes reivindicam o fornecimento de merenda nas Escolas Técnicas Estaduais (Etecs). "Há uma necessidade de a população ser compreensiva em relação à dimensão da rede pública estadual e municipal. Temos só na rede pública estadual paulista 4 milhões de estudantes. Então, servir refeição para 4 milhões de pessoas, diariamente, não há MC Donalds no mundo que tenha condições. É evidente que possa haver algum problema, sim", avaliou.
Ele ainda lembrou que as ocupações geraram um impacto de R$ 400 mil aos cofres públicos. "Encontramos lugares deteriorados, roubo qualificado, drogas nos locais. Pessoas que me recuso a crer que são da rede educacional. Estamos abertos ao diálogo e, quando conseguimos dialogar, conseguimos desarmar movimentos que são montados sem uma causa que possa merecer uma resposta do governo". (F.F.)