Os anos passam, as gerações mudam e com elas também se transformam as formas de viver a maternidade. Nesse Dia das Mães, celebrado neste domingo (10), a assistente administrativa Marlene de Souza Mariano Cesar relembra a experiência da maternidade enquanto acompanha a gravidez da filha mais velha, a bióloga Maria Carolina Mariano Cesar.
Aos 55 anos, Marlene está prestes a se tornar avó de uma menina. Maria Carolina, 30, vive a reta final da primeira gestação. A expectativa pela chegada Maria Clara, que deve nascer neste mês, une o conhecimento acumulado ao longo dos anos e a expectativa da chegada de uma nova geração na família, acompanhada de perto também pela irmã da nova mãe, a engenheira de produção Maria Fernanda Mariano Cesar, 25.
“Ver e viver esse momento com ela está sendo fantástico, saber que serei avó foi uma notícia incrível”, afirma a assistente administrativa. A chegada do bebê também é celebrada pela tia Maria Fernanda: “É muito emocionante, fui a primeira pessoa que minha irmã contou e senti que isso foi muito especial. Ver que ela estava feliz me deixou muito feliz também. Saber que seria titia fez meu coração explodir de amor!”.
Mãe pela primeira vez, aos 25 anos, Marlene conta que foi uma experiência “inexplicável”, marcada por muito amor e aprendizado, o que se repetiu na segunda gestação. “O foco, o propósito de vida muda totalmente. A maternidade me ensinou a ter paciência e entender a necessidade do outro”, conta.
O sentimento também é compartilhado pela nova mãe. Aos nove meses de gestação, ela conta que, mesmo antes do nascimento da filha, a experiência já tem trazido novas descobertas: “Essa fase tem sido de muito aprendizado para mim. Aprendi principalmente que não temos controle sobre muita coisa e temos que esperar e confiar”.
Ela destaca ainda que viver essa experiência com o apoio da mãe tem sido algo mágico. “Sentir que ela viveu tudo isso por mim e pela minha irmã já e ver o quanto ela se doa pela minha filha, que ainda nem chegou, é algo extraordinário e difícil de explicar”, afirma a bióloga. A irmã, Maria Fernanda, comenta a emoção do apoio entre as duas: “O altruísmo da minha mãe me chama atenção, o suporte que ela está dando para a Carol é muito bonito”.
Mudanças e semelhanças
Na relação entre as diferentes gerações, Marlene aponta que a principal mudança está no acesso à informação, impulsionado pelos avanços tecnológicos e da medicina. A filha mais velha também destaca esse aspecto: “Acho que a internet tem muita informação de qualidade, que ensina principalmente as mães de primeira viagem, como eu. Podemos ver como as pessoas educam, escolhem as coisas e tomar como exemplo tanto para o que queremos ou não”. Ela acrescenta que as oportunidades e condições que possui atualmente são diferentes das vividas por sua mãe.
Apesar das transformações ao longo dos anos, para elas o amor não muda. “É clichê, mas é o amor que só entendemos quando sentimos. O cuidado e o filho em primeiro lugar. Acho que o aprendizado como mulher também não muda, nós nos transformamos”, destaca Maria Carolina. Marlene ressalta ainda que o cuidado, as broncas e as preocupações continuam presentes mesmo quando os filhos se tornam adultos.
Maria Carolina também destaca a dedicação como vivência das duas: “A doação e as renúncias que ela fez e eu também tive que fazer e aprender. O cuidado que ela teve sempre com cada detalhe das nossas coisas e me ensinou a ter com a minha filha também”.
Expectativas
Pensando no nascimento da neta, a assistente administrativa ressalta que será uma avó ‘coruja’. “Vou amar e mimar muito!”, afirma. A tia Maria Fernanda enfatiza o amor e conexão com a bebê desde o primeiro instante quando soube da notícia, assim como tem pela irmã: "As expectativas são de que teremos conosco uma energia muito boa, de dias mais movimentados e dinâmicos com uma criança. Espero ser alguém em quem ela confie, que eu possa compartilhar aprendizados da vida e que seja uma grande amiga”.
Já a nova mãe está ansiosa para conhecer a filha: “Minhas expectativas são em conhecer a pessoa que minha filha será. A personalidade, o que ela vai gostar de fazer, apresentar o mundo. E também os medos, o famoso ‘se vou dar conta’, se vou ter o instinto que a maioria diz ter, é o medo do novo”. Ela ressalta ainda a importância da maternidade. “Ser mãe para mim tem significado estar mais próxima de Deus. Sentir que somos capazes de gerar um ser humano, proteger e amar incondicionalmente, é o mais próximo do amor de Deus por nós”, finaliza Maria Carolina.
