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Mostrar que a realidade é de fato muito mais criativa que a ficção e desconstruir a imagem sisuda e pouco amigável dos juízes de Direito são os principais atrativos de "Segredos de Justiça", série de episódios curtos exibidos dentro do "Fantástico". Com elenco luxuoso, a produção volta ao dominical no mês de junho disposta a polemizar. Baseada no livro "A Vida Não é Justa", de autoria da juíza da Vara de Família Andréa Pachá, a série seleciona histórias verídicas que passaram pela mesa de magistrada, vivida na produção por Gloria Pires.
Com cinco episódios previstos, a segunda temporada se desdobra em temas como o sexo na terceira idade e agora desenvolve a figura da juíza como uma personagem de ficção. "Na primeira temporada, a presença da Andréa era praticamente um símbolo. Só em duas cenas ela aparecia fora da cadeira do Tribunal. Agora tem filhos e um ex-marido. Desenvolvemos tudo de forma totalmente ficcional. Claro que existem semelhanças, pois a inspiração é o livro. Mas o que acontece na vida da juíza na série é inventado", esclarece o diretor Pedro Peregrino.
Os trabalhos para a segunda temporada começaram logo depois da boa repercussão dos primeiros episódios, exibidos no segundo semestre do ano passado. Ao lado do diretor e dos roteiristas Thiago Dottori e Teodoro Poppovic, Gloria foi uma das maiores entusiastas da retomada da produção. Atriz das mais disputadas dentro da Globo, ela confessa que o formato curto e a alta dose de dramaticidade das histórias a motivam a torcer pelo projeto. "A série é educativa e esclarecedora sem soar chata ou burocrática. Além disso, as tramas dessa temporada são extremamente atuais", valoriza.
Nos novos episódios, Gloria tem a companhia de atores como Nívea Maria, Osmar Prado, Bruno Garcia, Marco Ricca, Cássio Gabus Mendes, Bianca Bin e Fabiula Nascimento, entre outros. As primeiras leituras em grupo, realizadas em meados de março, integraram o elenco e fizeram a protagonista torcer por mais produções do tipo, em tempos onde a força das leis parece estar em segundo plano.
No primeiro episódio gravado, a juíza precisa se envolver em um doloroso processo de separação envolvendo sexo e tecnologia. Casados há 42 anos e ambos na faixa dos 70 anos, o marido descobre que a esposa navega por salas de bate-papo online de conteúdo erótico. Para Ana Amélia, de Nívea Maria, as conversas eram apenas um passatempo, enquanto o marido, Adolfo, vivido por Osmar Prado, se sente traído.
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