Quatro dias após uma policial militar de folga ter impedido um assalto em Suzano, matando um suspeito na porta da escola da filha, começam a surgir mais detalhes sobre a vida dele. Elivelton Neves Moreira, de 20 anos, foi atingido a tiros pela PM, que estava no local para participar de uma festa de Dia das Mães. Ele teria ameaçado mulheres e crianças com um revólver calibre 38, e revistar o porteiro da instituição de ensino, minutos após seguir uma mãe e a filha dela.
No dia de ontem foi revelado que Moreira teve pedido de prisão decretado por participação no latrocínio de Renato Teixeira Brígido, 58, desaparecido em 30 de agosto. O corpo dele foi achado, na Vila Varela, em Poá, no dia 19 de setembro. Segundo o delegado Edson Gianuzzi, titular da Delegacia Central de Suzano, foi detectado que Moreira seria um dos participantes no caso. "Ele foi indiciado pela ocultação de cadáver no latrocínio e pela formação de quadrilha", relembrou.
O delegado Fabrício Intelizzano, também do DP Central, afirmou que foi pedida a prisão temporária de Moreira. "Porém, ele não foi localizado e ficou foragido. Depois disso, quando eu concluí o inquérito, fiz o indiciamento dele e pedi a prisão preventiva, só que, no fórum, os elementos que havia no inquérito não eram suficientes para que o Ministério Público pudesse oferecer a denúncia. Por isso, a prisão temporária foi decretada, mas a preventiva dele não", finalizou..