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A estoquista Jennifer Andrade Silva, de 15 anos, foi encontrada morta com um tiro na barriga, anteontem à tarde, na casa onde ela morava com o pai, um supervisor, 35, na rua Registro, no bairro Jardim Tereza Palma, em Poá. O Setor de Homicídios de Mogi das Cruzes está investigando o caso.
De acordo com as primeiras informações do caso, o supervisor teria chegado em casa no período da tarde e pouco depois havia saído para a rua gritando que a filha teria tirado a própria vida com um tiro. Entretanto, após essa ação, o pai da jovem fugiu de casa, supostamente com medo de que a polícia acreditasse que ele teria matado a jovem.
A primeira informação é que o tiro teria sido feito a curta distância. A arma, um revólver calibre 38 de numeração raspada, foi encontrada dentro de uma lata de lixo. O corpo dela estava coberto com uma toalha.
Enquanto a Polícia Civil realizava os trabalhos de perícia no local, a namorada do pai da jovem, que acompanhava tudo de perto, recebeu uma ligação do supervisor. Mas o delegado de plantão acabou atendendo a chamada e começou a conversar com ele.
Durante a conversa ao telefone, o homem informou que não tinha matado a filha, mas que ficou desesperado porque acreditava que poderia ser preso. O supervisor ainda destacou que contaria tudo, desde que pudesse acompanhar o sepultamento da filha, e a situação ficou acordada.
Ontem, o homem se apresentou na Delegacia de Poá e explicou o que já havia dito, mas que teria tocado no corpo da jovem para tentar reanimá-la e que a arma era dele. Apontou ainda que a estoquista teria tirado a própria vida porque estava namorando e achou que o supervisor poderia brigar.
Exames no corpo da vítima deverão ser realizados, principalmente nas unhas dela, uma vez que o pai possuía alguns arranhões.