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De 17 a 36 anos de prisão é o que um homem de 27 anos poderá pegar, caso seja condenado por vários crimes de estupro de vulneráveis, produção, posse e divulgação de arquivos de abuso sexual de menores. O acusado, cuja identidade não foi revelada, foi detido na manhã de ontem por policiais federais na casa dele, na cidade de Poá. O bairro em que ele foi preso também não foi divulgado e ele foi levado direto para a sede da Polícia Federal (PF), em São Paulo.
A PF chegou até ele depois de investigar denúncias de pedofilia, apontando que ele teria feito pelo menos 30 vítimas com idades dos 7 aos 17 anos. O inquérito policial foi instaurado há dois meses, depois que a polícia norte-americana detectou grande fluxo de material pornográfico vindo do local e envolvendo menores por uma rede social.
Conforme a polícia, ele recebia várias fotos e vídeos com conteúdo sexual e as compartilhava em uma rede de pedofilia internacional. Uma das vítimas, de 16 anos, teria sido obrigada a enviar a ele imagens e gravações dela praticando sexo oral no irmão de três anos.
As investigações indicam ainda que o homem buscava as vítimas no Facebook após olhar as fotos e publicações. Passando-se por fotógrafo, ele prometia carreira de modelo às vítimas e, depois de ganhar a confiança delas, pedia que tirassem fotos nuas e as enviassem a ele. Caso a vítima não quisesse, ele indicava outras garotas que teriam sido supostamente promovidas por ele com sucesso e que poderiam "testemunhar" seus feitos. Na verdade, os perfis destas modelos na rede social eram falsos e criados por ele mesmo.
Tão logo recebesse a primeira foto, o homem começava a ameaçar as vítimas, dizendo que iria publicar a imagem e obrigando-as a se expor em situações cada vez mais constrangedoras. Agora, ele permanecerá à disposição da 6ª Vara da Justiça Federal em Guarulhos.