Uma quadrilha formada por dois casais, que tinha como prática assaltar motoristas de táxi e Uber, em Mogi das Cruzes, foi desmontada ontem de manhã após ação de policiais civis do 3º Distrito Policial de César de Souza. Três integrantes foram presos, uma menor, de 14 anos, foi detida para prestar depoimento, mas depois foi liberada à família após audiência com juiz.
Com os suspeitos foram encontrados uma faca que era utilizada nas ações e um celular das vítimas. Ao todo foram três taxistas roubados e um motorista de Uber assaltado. Todos os crimes ocorreram em Mogi.
O delegado Alexandre Batalha conversou com a reportagem na sede da delegacia e revelou como as investigações começaram. "O primeiro crime ocorreu em 16 de abril. E após verificar em câmeras de monitoramento de uma empresa, a gente conseguiu chegar até os autores, somado pelo fato de que o carro foi abandonado em um dos prédios onde eles moram".
Batalha confirmou também que nas filmagens foi possível perceber os traços físicos de alguns suspeitos. "Algumas imagens mostravam tatuagens e até o rosto de um deles, a fisionomia e foram diligenciar até onde estava o carro e identificaram dois. Prosseguimos com as investigações e encontramos mais dois. Pedimos a prisão provisória e hoje (ontem), realizamos operação para prendê-los".
Dinheiro fácil
Os três maiores foram identificados como Joyce Silveira Borges, 19, Bruno Wapeniyk Justino, 19, e Fábio Antônio Rodrigues de Oliveira, 18. No depoimento, o trio revelou que estava sem dinheiro e resolveu assaltar os profissionais de transporte. "Eles confessaram o crime dizendo que não tinham dinheiro e já estavam nessa situação há dois meses. Eles escolheram os motoristas de Uber e taxi pela facilidade para o roubo. Levavam valores, os celulares e também os carros, mais pela fuga mesmo. Depois eram abandonados", afirmou o delegado.
Por fim, Batalha destacou que não há mais suspeitos de integrar a quadrilha. "Não, ela fechou. Conseguimos achar os quatro. Os maiores podem pegar até dez anos, a menor vai responder em liberdade, mas pode ser internada", finalizou.