De folga da Polícia Militar e fazendo transporte de passageiros pelo Uber, um soldado de 36 anos, ao atender um chamado pelo aplicativo, escapou por pouco do pior na noite de anteontem. Ele reagiu, baleando um dos suspeitos, que morreu no local, em uma rua na divisa de Ferraz de Vasconcelos com Itaim Paulista.
Narrou ele no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde o caso foi registrado, que recebeu um chamado pelo aplicativo de uma tal "Stefanie", solicitando que pegasse passageiros na rua Estela Mazzuca, em Ferraz. Ele foi para lá, onde embarcaram quatro homens que pediram que ele seguisse para determinado lugar. Na divisa com Itaim, o homem no banco de trás lhe aplicou uma gravata, enquanto o do meio colocava uma pistola na sua cabeça e o do lado do passageiro desferia um soco em seu rosto. Eles chegaram a revistar a cintura dele e perguntar se era policial. Os marginais subtraíram R$ 85, porém, queriam mais. Quando ele disse que não tinha e os ladrões disseram que iriam levar o carro e matá-lo, ele aproveitou para descer, pegar o revólver calibre 38 embaixo da perna e reagir. "Quando o que estava armado veio na minha direção, efetuei três disparos. O indivíduo armado tinha 16 anos e morreu. Os outros três fugiram levando o dinheiro", descreveu.
A Uber, segundo a vítima, cancelou sua conta e não lhe deu nenhum apoio. O menor foi reconhecido por foto em outro roubo a motorista da Uber e já tinha passagens pela Fundação Casa. Ele portava uma arma falsa. (C.I.)