A Polícia Militar encontrou no começo da tarde de ontem, no distrito de Jundiapeba, em Mogi das Cruzes, uma casa que funcionava como fábrica de dinheiro falsificado. Em um fundo falso, localizado dentro de um dos quartos do imóvel, os policiais encontraram diversas notas de R$ 100, R$ 20 e R$ 50, todas cópias, que juntas somavam R$ 48,22 mil. No imóvel ainda foram encontrados negativos para produção de novos lotes, impressoras, computadores, tinta, telas, e outros objetos para a confecção das notas. 
A reportagem esteve no local na hora do flagrante e conversou com tenente Dirceu sobre o ocorrido. De acordo com ele, o 'dinheiro' era negociado na própria cidade. "Cada lote de R$ 30 mil falsificado era vendido por R$ 1 mil. Os suspeitos informaram que essas notas eram vendida por aqui mesmo".
Além de todo o material apreendido, três pessoas foram presas e identificadas como Edycarlos Neres da Silva, de 48 anos, Reginaldo Ferreira da Silva, 32, e Adão Luís Ferreira de Araújo, 51. Este último, segundo o tenente, é um dos procurados pela Polícia Federal. "Ele mesmo disse que era um dos procurados. Porém, os três já possuem passagem pelo mesmo crime de falsificação de dinheiro".
Denúncia
O local foi descoberto após uma denúncia de furto por meio do telefone 190. A informação dava conta de que um homem estaria pulando para dentro de uma casa, localizada na rua Augusto Regueiro. Ao chegar ao local, a equipe do tenente Dirceu chamou pelo morador e, após se identificarem como policiais, houve uma demora excessiva para que o portão de entrada da casa fosse aberto.
A desconfiança de que havia algo errado começou porque os três homens que estavam no imóvel se mostraram nervosos, e no fundo do quintal havia dinheiro queimado, além do forte cheiro de cola. Após conversa e uma vistoria pelo interior da casa, os PMs encontraram um fundo falso, de 61 por 90 centímetros, onde as notas eram guardadas. Após serem questionados, os homens confessaram o crime. "Primeiro negaram que tivessem qualquer relação com a ação, mas depois todos acabaram confessando o crime", finalizou o tenente.