Policiais militares do 17º Batalhão da Polícia Militar de Mogi das Cruzes se reuniram na tarde de ontem para realizar a operação "Força Metropolitana". A ação ocorreu das 14 às 23 horas e o principal objetivo foi evitar que crimes fossem cometidos nas quatro cidades sob responsabilidade do 17º.
A reportagem esteve na sede do batalhão e conversou com o major Anderson Caldeira, que explicou a programação dos trabalhos. "Estivemos com 91 policiais e 39 viaturas, sendo 25 carros e 14 motocicletas. Estamos distribuídos nas quatro cidade, mas com um reforço muito maior em Mogi".
Caldeira também explicou o horário escolhido para que a operação fosse realizada e o fato de Mogi receber a maior quantidade de PMs. "Esse período da tarde, até às 22 horas, é período de pico de chamada do (telefone) 190, uma população muito grande na cidade nesse momento por causa das faculdades e das empresas. É um horário onde a gente tem um indicador alto de crime. Então nesse período a gente joga um policiamento forte, nos locais de trânsito de pessoas, com bloqueio policial".
O objetivo maior dessa operação que a Polícia Militar organiza não é a prisão de criminosos, embora isso possa ocorrer, mas sim garantir a sensação de segurança à população. "A gente trabalha com a ideia de ter visibilidade e acessibilidade. Nos pontos de visibilidade a gente trabalha muito com os policiais no sentido de eles estarem sempre acessíveis. Tem muito pedido de auxilio de caminhos que as pessoas perguntam para os policiais. Quando a viatura para ela vira um centro de referência", apontou o major
Entretanto, há locais que preocupa mais os policiais do 17º, principalmente aqueles onde há o tráfico de drogas. "Tem alguns locais de tráfico de drogas que nos preocupam, são lugares no distrito de Jundiapeba, a Vila Natal nos chama atenção, assim como a Vila União e o Jardim Aeroporto III", finalizou Caldeira. O resultado da operação Força Metropolitana deverá ser revelada no dia de hoje, pelo comando do Batalhão.