O Setor de Homicídios de Mogi das Cruzes solucionou no começo da semana a morte do guarda municipal Wilson Pereira Franca, ocorrida no ano passado na rua dos Vicentinos, no centro da cidade. De acordo com o delegado Rubens José Angelo, a vítima, então com 66 anos, foi estrangulada pelo próprio enteado, Felipe Renan da Silva, 28. Ele já está preso temporariamente na cadeia pública da cidade.
A reportagem esteve na Homicídios na tarde de ontem para conversar com o delegado sobre o assunto. Ele revelou que a versão dada pelo suspeito para o assassinato do guarda não bate com os laudos periciais. "Houve uma discussão por causa do volume da televisão. A vítima teria dito que precisava dormir porque tinha que trabalhar no dia seguinte. Quando amanheceu, teria ocorrido um esbarrão entre ambos e Felipe teria dado um soco no pescoço do Wilson, e depois dado um golpe conhecido como gravata nele", explica.
Porém, os laudos apontam que, provavelmente, o guarda foi morto quando estava dormindo. "Essa versão dita pelo suspeito pode não ser verdadeira porque a perícia diz que ele foi morto por asfixia mecânica por estrangulamento por ação de laço. Tudo aponta que a vítima estava dormindo quando foi morta por um fio ou um cinto. O corpo também foi encontrado na cama", destacou.
A esposa de Franca, e mãe de Silva, explicou que não viu o que ocorreu naquela manhã porque precisou sair cedo para acompanhar uma conhecida ao hospital. "Ela não estava em casa, e depois das 7 horas o suspeito foi o último a sair da residência. Como não há sinais de arrombamento nas portas e janelas, e mais ninguém tinha a chave, ele se tornou o principal suspeito", contou o delegado.
Felipe foi preso anteontem à noite, em Mogi, após emissão da prisão temporária. "Quem prendeu ele foi a Polícia Militar. Nós o trouxemos para cá e o interrogamos. Primeiramente ele negou o crime, mas depois acabou confessando. Só a versão que ele deu é que não bate com o laudo", definiu Angelo.
Com o caso concluído, o delegado deverá pedir à Justiça a prisão preventiva do suspeito. Caso seja aceita, ele será removido para um Centro de Detenção Provisória .