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A dois dia do aniversário de cinco anos da morte de Grazielly Almeida Lames, de 3 anos, ocorrida em fevereiro de 2012, quando uma moto náutica de propriedade do empresário José Augusto Cardoso Filho, o Zé Cardoso, a atropelou, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve, em audiência ocorrida ontem de manhã na sexta câmara, a condenação ao empresário à prestação de serviços à comunidade. O caso ocorreu na praia de Guaratuba, na cidade de Bertioga. Quem pilotava o equipamento era um adolescente, 16, afilhado de Zé Cardoso.
Na época, a família de Grazielly, que mora na cidade de Artur Nogueira, na Região Metropolitana de Campinas, tinha viajado para Bertioga no dia 18 de fevereiro. A ideia era poder passar o Carnaval com a menina na praia, mas logo no sábado de feriado houve o acidente.
O empresário se soma aos outros dois condenados pela Justiça anteriormente; o caseiro Erivaldo Francisco de Moura, que teria ajudado a colocar o veículo na praia, a pedido do empresário, e o menor de idade, que guiava o equipamento. Eles foram condenados a um ano e dois meses de detenção, em regime aberto, e liberdade assistida, respectivamente.
De acordo com o advogado da família da menina, José Beraldo, caso ainda haja espaço para recurso, ele não terá efeito suspensivo, portanto, o empresário terá que cumprir a sentença.