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Após o protesto das famílias de policiais militares no Espírito Santo, que fez com que a corporação ficasse aquartelada, sem sair para as ruas, e a expectativa de greve também no Rio de Janeiro, começaram a surgir boatos de que o mesmo poderia ocorrer em outros estados, inclusive em São Paulo. Até grupos de familiares dos policiais de São Paulo foram criados no aplicativo Whatsapp, chamando os simpatizantes da causa a se colocarem defronte aos batalhões na manhã da próxima quarta-feira, de modo a impedir a saída dos PMs de suas unidades e, desta forma, reivindicar por melhores condições de trabalho para eles e pela reestruturação da Polícia Militar.
Na região do Alto Tietê, fontes da PM consultadas pela reportagem descartam, por ora, o risco dos policiais cruzarem os braços. O Alto Comando da corporação, em São Paulo, também foi questionado à respeito e esclareceu que "acompanha atentamente as redes sociais e que não há nada que preocupe até o momento".
O presidente da República, Michel Temer, criticou em nota, ontem, o movimento desencadeado no Espírito Santo, que levou o lugar ao caos, com a explosão desenfreada da violência e os saques e crimes deliberados. Mais de 700 policiais já foram indiciados pelo crime de revolta e, se condenados, poderão pegar de 8 a 20 anos de detenção.
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