A estudante Jeniffer dos Santos do Carmo, de apenas 14 anos, foi morta na madrugada de ontem, no bairro Jardim Mônica, em Itaquaquecetuba, com cinco facadas pelas costas. O crime ocorreu por volta das 2 horas e o cunhado dela, o ajudante Jean da Silva Machado, 22, foi preso no período da tarde pelo Setor de Homicídios de Mogi das Cruzes após se entregar na delegacia de Arujá. Ele confessou o crime e revelou ter usado droga antes de matar a estudante.
Logo após a prisão de Machado, o delegado Eduardo Boigues conversou com a reportagem, contando o que poderia ter ocorrido quando Jeniffer foi assassinada. "Ele (Machado) alegou que chegou em casa e usou muita droga, teve alucinação, e queria pegar o celular da vítima para mandar uma mensagem para esposa, irmã da vítima. Começou uma discussão sobre o celular, que ele tinha pegado o aparelho e ela teria ido para cima dele. E ai ele não lembra mais nada. Enforcou ela, esfaqueou ela".
Tudo teria ocorrido quando não havia ninguém em casa. Ainda segundo Boigues, a família da vítima estava na cidade de Guarulhos, sendo que a jovem teria permanecido em Itaquá. O suspeito entrou no imóvel, que não possui sinais de arrombamentos, e teria cometido o homicídio.
As pistas levaram ao cunhado de Jeniffer porque no chão da casa havia pegadas de um pé descalço com marcas de sangue. Um tênis que estava molhado, e que seria de Machado, estava próximo a casa. Quando os agentes do Setor de Homicídios fizeram a comparação das pegadas com o tênis, Machado acabou se tornado o principal suspeito. "Nós fizemos diligências, mas não o encontramos. Depois recebemos a informação de que ele tinha se entregado em Arujá".
A família da vítima ficou aguardando a chegada do suspeito na porta do Setor de Homicídios e quando ele foi retirado do veículo houve muita revolta. Um familiar da jovem falou que o rapaz tem histórico de violência.