O estudante Kaique Rosalves da Silva, de 12 anos, foi encontrado morto pelo próprio pai, no final da tarde de anteontem, em uma piscina de um sítio, localizada na rodovia Mogi-Dutra (SP-88), no bairro do Itapeti, em Mogi das Cruzes. Uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas os enfermeiros nada puderam fazer. O caso foi registrado como morte suspeita.
Em contato com a reportagem, o 1º Distrito Policial de Mogi explicou que o pai, 59, trabalha como ajudante no terreno e no dia levou o filho para o trabalho. Enquanto trabalhava em uma roçadeira, Kaique brincava no playground do espaço, porém, em um dado momento, o estudante desapareceu.
Preocupado, o homem deixou o equipamento e foi atrás do filho. Enquanto procurava pelo menino ele percebeu algo diferente na piscina do local e quando se aproximou se deu conta que era o filho, já sem sinais vitais.
Imediatamente, o ajudante pulou na água e tirou o estudante. Ele fez manobras de ressuscitação, porém não obteve sucesso. O Samu foi acionado, entretanto já havia se passado quase 40 minutos do acidente e Kaique foi declarado morto. Pouco depois, o local foi periciado pela Polícia Civil e o corpo da vítima foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) da cidade.
Durante depoimento, o pai do garoto destacou que o filho não sabia nadar, porém a piscina tinha vários níveis de profundidade, começando rasa e depois aumentando até chegar ao máximo de 2,8 metros. O ajudante ainda destacou que Kaique realizava tratamento com psicólogo por ser muito nervoso e fazia uso diário de remédios antidepressivos.
Apesar de o caso parecer claro, somente um exame necroscópico deverá atestar o que realmente matou o estudante. A Polícia Militar também compareceu ao local para fazer a preservação do espaço até a chegada da perícia. O caso será investigado pela Polícia Civil.