O Núcleo de Combate a Roubo de Cargas da Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes prendeu dois homens no final da noite de anteontem, suspeitos de participar de uma quadrilha que assalta caminhões na cidade. De acordo com o delegado Alexandre Batalha, à frente dessa força de trabalho, o grupo teria agido na região em 28 de outubro, fazendo oito reféns.
A prisão, de acordo com delegado, foi emitida pela Justiça de Mogi, assim como um mandado de busca e apreensão dos dois suspeitos, que foram identificados como Sérgio Robson da Silva, de 38 anos, e Fernando Otávio Damasceno, 34. A dupla foi detida na cidade de Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, divisa com Suzano.
A ação ocorrida no mês passado teria começado no Terminal Rodoviário do Tietê, zona norte da capital, quando a dupla teria assaltado um motorista do Uber e o levado para um cativeiro na cidade de Guararema, onde ficou amarrado. Com o profissional fora de circulação, os suspeitos utilizaram o carro dele, um Renault Fluence, pata tentar roubar um caminhão em Mogi.
Já na manhã do dia 29, um sábado, a dupla resolveu libertar a vítima, mas sem devolver o carro. O plano era atear fogo no veículo e roubar outro para conseguiu encontrar um caminhão para roubar.
Eles tiraram o profissional do cativeiro e, junto com ele, rumaram para o distrito de Biritba Ussu, em Mogi. Na estrada do Gavião, um automóvel Volkswagen Fox, ocupado por uma advogada e a filha dela, foi parado. As vítimas foram rendidas e levadas para um cativeiro em Biritiba Ussu. Cada suspeito foi guiando um carro.
Ao chegar no local de cárcere, os criminoso tentaram incendiar o Fluence para acabar com qualquer pista que pudesse ser encontrada, mas quando iriam colocar fogo no veículo, cinco pessoas de uma mesma família apareceram e também foram rendidas. Essas vítimas foram amarradas e tiveram os pertences roubados. Sem conseguir roubar um caminhão, a dupla acabou abandonado o Fox na rua Doutor Aristeu Ribeiro de Rezende, na Vila Oliveira.
Eles deverão responder pelos crimes de associação criminosa, roubo e sequestro. Todas as vítimas reconheceram os suspeitos. O local utilizado como cativeiro em Biritba Ussu foi descoberto, já o de Guararema, ainda não foi localizado.