A Polícia Civil prendeu na tarde de ontem o ex-prefeito de Biritiba Mirim, Roberto Pereira da Silva, o Jacaré, após a 1º Vara Criminal de Mogi das Cruzes expedir um mandato de prisão pelo crime de peculato, crime praticado pelo agente público. Jacaré foi condenado a dois anos e oito meses de prisão em regime semiaberto.
De acordo com apuração feita pela reportagem, os policiais civis saíram de Mogi por volta das 16 horas, em direção à casa do politico. Jacaré foi abordado pelos agentes na casa onde mora, e não ofereceu reação quando recebeu voz de prisão. A reportagem também apurou que o ex-prefeito ficará na cadeia pública de Mogi até o momento que uma vaga do regime semiaberto, porém esse sistema não existe no Alto Tietê e ele deverá ser transferido para outra região.
No processo criminal, Jacaré repassava os cheques da Prefeitura de Biritiba, que deveriam ser utilizadas para o pagamento de despesas da administração pública, para outras contas particulares. Segundo a denúncia oferecida à Justiça, o pagamento total desses cheques, efetuados na agência 1645 do Banco do Brasil da cidade, somam R$ 12,9 mil. O caso ocorreu em 2008. Na mesma ação, o ex-diretor de Finanças do município, Edison Leme, também foi condenado.
No despacho, o juiz Freddy Lourenço Ruiz Costa, ainda condenou o ex-administrador à suspensão dos direitos políticos por cinco anos.
O advogado do ex-prefeito de Biritiba, Jonathan Sampaio, conversou com a reportagem por telefone e revelou que já entrou com recurso. "Estou voltando de Brasília onde impetrei o recurso. A decisão pela prisão foi tomada de forma arbitrária, baseada em uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que não é nem jurisprudência, é um precedente. Tenho certeza que nos próximos dias o Jacaré estará na rua", destacou o defensor.