A Polícia Militar deteve um rapaz de 18 anos, na tarde de ontem, na rua Líbano, em Jundiapeba, Mogi das Cruzes, acusado de ser o responsável pela morte de Leonardo Bosco Simões, 52. A vítima foi assassinada na via pública e à luz do dia, com um golpe de paralelepípedo na cabeça, no último dia 22, na rua José Pereira, no mesmo distrito. Na ocasião, pensava-se que ele tivesse sido espancado por, pelo menos, três pessoas e que havia pego um facão para tentar se defender. O facão foi apreendido pela polícia, próximo ao corpo. A família de Simões também disse à reportagem, após o crime, que ele era alcoólatra e tinha epilepsia e que estava desaparecido há poucos dias, desde que fugira da Santa Casa de Mogi, onde tinha sido internado depois de ter uma crise. Para os familiares, no dia da morte dele, provavelmente, ele havia tido um surto, pois não tinha problemas com drogas.
A tenente Elionay, comandante da 2ª Companhia do 17º Batalhão, explicou que, na data dos fatos, os policiais apuraram que um homem com o apelido de "Macumba" seria o autor do homicídio. Ontem, ela, o cabo Carvalho e os soldados Florentino e Igor, souberam que o acusado estava na rua Líbano. A equipe foi checar a informação e encontrou o suspeito no local indicado. "Quando o abordamos, ele mesmo falou o apelido dele. Também contou que, no dia, a vítima estava bastante alterada e que teria ido com um facão para cima das pessoas que estavam na calçada. Este homem teria pego o facão de dentro de uma residência, que ele arrombou o portão e que estava vazia. Havia crianças na rua e, inclusive, uma mulher grávida. Então, ele, na tentativa de 'defender' a comunidade, jogou a pedra, mas diz que não foi com o intuito de matar o homem", descreveu a tenente, afirmando ainda que ele não indicou se havia outros participantes.  
A PM levou o suspeito para o 4º Distrito Policial (DP) de Jundiapeba, assim como a mulher grávida, que é comerciante das proximidades e teria presenciado o instante em que a vítima teria corrido com um facão para cima das pessoas. Na delegacia, o acusado ratificou sua versão, enquanto que a testemunha contou que correu, ao ver a vítima com um facão atrás dos moradores, e, quando virou, apenas viu o homem já caído no chão.
A Polícia Civil de Jundiapeba informou, por sua vez, que o delegado do Setor de Homicídios (SH) seria comunicado do indiciamento do suspeito pelo crime e que, somente ele, poderia informar se iria pedir ou não à justiça a prisão do acusado. O delegado do SH, Rubens José Ângelo, afirmou que verificaria o caso.