A primeira audiência que pode definir o futuro dos policiais Fernando Cardoso Prado de Oliveira e Vanderlei Messias de Barros, acusados de participar de chacinas ocorridas em Mogi das Cruzes nos últimos dois anos, ocorreu durante o dia de ontem, no fórum da cidade. Durante o tempo em que Barros e Oliveira estiveram no prédio, as mães das vítimas realizaram protestos, pedindo por Justiça. O evento começou por volta das 9h30.
Essa primeira parte da ação é chamada de Audiência de Instrução, que é o primeiro contato que o juiz do caso terá com os envolvidos. A reportagem entrou em contato com o Tribunal de Justiça de São Paulo, porém este informou que não poderia dar mais detalhes porque o caso está em segredo de Justiça. Entretanto a Corte paulista confirmou que os dois policiais estavam dentro do fórum de Mogi ontem de manhã.
Apesar de não conseguir acesso direto ao que ocorria dentro do prédio, a reportagem apurou que foram ouvidas três testemunhas de acusação contra os policiais e mais três de defesa, que também são policiais militares. Entretanto, conforme apuração, essas testemunhas não são oculares, elas estiveram lá para dar referências profissionais, e de reputação, dos acusados durante esta primeira audiência.
Pesam contra Barros e Oliveira, a suposta participação na morte de três pessoas, ocorrida no bairro do Caputera, em 24 de janeiro do ano passado. Outro caso que também deve ser ligados à dupla é de uma chacina ocorrida em 24 de setembro de 2014, neste caso duas pessoas morreram e uma acabou ferida.
Além dos crimes acima, Barros e Oliveira também são suspeitos de participação na morte de outras três pessoas ocorrida na rua Professor Gumercindo Coelho, no bairro da Vila Cecília. Esta chacina ocorreu em 8 de julho ao ano passado.
Meses depois de terem sido presos pelas suspeitas dos crimes, o policial Barros tentou suicídio dentro do presídio Romão Gomes, na área central de São Paulo. Na ocasião ele teria utilizado uma caneta para perfurar a garganta. (F.M.)