De janeiro até novembro, as dez cidades do Alto Tietê contabilizaram um saldo positivo de 6.227 empregos. Itaquaquecetuba foi responsável por puxar o resultado. Em 11 meses, o município fez 2.214 contratações, seguido por Mogi das Cruzes com 2.185 novas colocações. No entanto, em novembro, mês em que passou a vigorar as novas regras da Reforma Trabalhista, a maior parte das cidades teve saldo negativo de geração de emprego. O levantamento é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
De acordo com os dados, de janeiro a novembro, Itaquá fez 14.086 admissões e 11.872 demissões, o que representa um índice positivo de 6,23% no nível de contração. No mesmo período, Mogi gerou 34.069 postos de trabalho e registrou 31.884 desligamentos, ou seja, uma variação positiva de 2,29%.
Na terceira colocação de geração de empregos, aparece Suzano com 1.307 colocações. Nos 11 meses, foram realizadas 16.594 contratações e 15.287 demissões, um aumento de 2,56%. Em seguida, vem Arujá com 6.796 contratações contra 6.276 demissões, o que representa um saldo de 520 postos de trabalho, uma variação de 2,38%.
Nos últimos 11 meses, Ferraz de Vasconcelos teve um saldo de 308 empregos, quando foram realizadas 5.796 admissões e 5.488 demissões. Guararema também apresentou índice positivo com 240 empregos. Foram 2.644 admissões e 2.404 demissões no período.
Na somatória do ano, duas cidades tiveram redução no saldo de empregos. Poá contabilizou o maior índice com 866 empregos a menos. O município realizou 10.749 contratações e demitiu 11.615 pessoas, uma variação negativa de 3,15%. Em seguida, aparece Biritiba Mirim com um saldo negativo de 95 postos de emprego, foram 965 admissões e 1.060 demissões.
Mesmo com um saldo positivo de geração de emprego somando os 11 meses, novembro registrou retração de emprego em seis dos dez municípios do Alto Tietê. Somando os resultados, a região fechou com o saldo negativo de um emprego. No período, Ferraz teve um resultado negativo de 167 postos de trabalho, seguido por Poá com 101, Biritiba Mirim com 52, Santa Isabel com 39, Guararema com 20 e Mogi com dois. A queda no nível de emprego ocorre justamente quando as novas regras da Reforma Trabalhista passaram a vigorar.