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Cerca de 1 milhão de pessoas podem ser prejudicadas com a greve dos funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A previsão era de paralisação hoje, mas o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil realizou uma assembleia no início da noite de ontem e decidiu esperar mais um pouco. O motivo da greve é a possível redução no salário de funcionários em 3,51%.
Aproximadamente, 2,6 mil funcionários podem cruzar os braços nos próximos dias e comprometer a circulação dos trens nas linhas 11-Coral e 12-Safira, que prestam serviços para quase 1 milhão de passageiros do Alto Tietê. A greve também se estenderia a todas outras linhas da CPTM e aos metroviários, que protestam contra a possibilidade de privatização das linhas 5-Lilás e 17-Ouro do Metrô, além da terceirização das bilheterias.
Para a diretora do Sindicato dos Ferroviários, Sônia Marques da Silva, 3,51% acaba trazendo um reflexo significativo na remuneração dos trabalhadores. "Na semana passada, houve uma discussão no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) sobre o assunto e essa medida foi aprovada. Essa redução salarial é referente a um acordo coletivo que ocorreu em 2011 e só agora, após seis anos, decidiram aprovar. Não é justo", disse.
A sindicalista disse que o fim da greve vai depender das propostas da CPTM. "A gente espera avanços nas negociações para que continuemos o atendimento. Mas como trabalhadores, também precisamos reivindicar nossos direitos".
A paralisação dos serviços pode atingir todas as linhas da CPTM no Estado, impactando a rotina de, aproximadamente, 3 milhões de usuários do transporte ferroviário.
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