As manifestações geraram grandes impactos aos trabalhadores do Alto Tietê, que ficaram sem transporte público. Durante o período da manhã, os ônibus municipais e intermunicipais da Radial Transporte não circularam. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) também teve as operações interrompidas nas linhas 11 e 12. Apenas as vans do transporte alternativo funcionaram durante todo o dia.
Embora a maioria da população mostre apoio às reivindicações, muitos criticaram o fato de não haver alternativas para chegar ao trabalho. A operadora de telemarketing Vilma Oliveira Gonçalves, de 32 anos, chegou ao ponto de ônibus, no centro de Suzano, às 5h50. Às 11 horas ela ainda aguardava o transporte coletivo para chegar a Mogi das Cruzes, onde trabalha. "Eu entro às 7h30 no serviço. A empresa já avisou que vai descontar o dia se eu faltar, mas não tenho culpa se não conseguir chegar", contou.
A auxiliar de enfermagem Aline Rosa Coutinho da Silva, 26, trabalha em um hospital em São Paulo e não conseguiu chegar, pois se deparou com os portões da Estação Suzano fechados. "Vou perder o dia de trabalho. E os pacientes não podem esperar", disse.
"Eu até apoio as manifestações, mas não deve haver vandalismo nem prejudicar a população", avaliou a aposentada Edna Camassi, 53. "Apesar da greve, achei que estava sossegado em Suzano, porque os caixas eletrônicos dos bancos estão funcionando e está tudo normal por aqui", afirmou.
No final da manhã de ontem foi possível notar a presença de poucos ônibus circulando em Suzano. Até o período da tarde, apenas 34% da frota voltou a rodar, segundo informações da Radial. Já em Ferraz e Poá, o serviço foi normalizado à tarde com 100% da frota em operação.
As linhas intermunicipais da Radial, voltou a circular com apenas 17 ônibus que fazem as linhas entre Mogi das Cruzes e Biritiba Mirim, Salesópolis, Ferraz de Vasconcelos, Poá e Suzano. (F.F.)