Unidades próprias do programa Farmácia Popular instaladas no Alto Tietê podem ter o atendimento extinto a partir de maio. Ao todo quase 400 farmácias de todo o País também poderão ser afetadas. A medida é justificada pela inviabilidade financeira do governo federal de manter os estabelecimentos em operação.
Após reunião ordinária com representantes do Ministério da Saúde e secretários estaduais e municipais, foi decidido na última sexta-feira, o fim da contrapartida federal de R$ 12,5 mil mensal para cada unidade. Com isso, os municípios que desejarem manterem o serviço deverão ter recursos próprios.
Segundo a lista disponível no site do Ministério, atualmente a região conta com seis unidades próprias do Farmácia Popular. Destas, duas estão localizadas em Suzano, duas em Itaquaquecetuba, uma em Poá e outra em Ferraz de Vasconcelos.
O fim dos repasses federais compromete apenas o atendimento das unidades próprias. Estabelecimentos particulares credenciados ao "Aqui tem Farmácia Popular" terão a oferta de descontos e medicamentos gratuitos mantida.
O montante economizado com a extinção da contrapartida corresponde a R$100 milhões mensais, e será revertido aos municípios para a compra de medicamentos.
Questionada pela reportagem sobre a possibilidade de manter a unidade do Farmácia Popular funcionando após o fim do aporte do governo federal, a Prefeitura de Ferraz informou que "a Secretaria Municipal de Saúde está iniciando estudos sobre os investimentos necessários para se manter o programa, bem como sua abrangência de população atendida, para posterior decisão", disse.
Já Suzano esclareceu que está revendo o planejamento estratégico do local e os valores necessários para que o serviço possa continuar. "Temos recursos que serão utilizados para pagamento mensal, com planejamento para pelo menos dois anos de custeio", explicou.
Itaquaquecetuba também foi questionada sobre o destino das duas unidades existentes no município. Porém, não se posicionou até o fechamento desta edição.