A expectativa é que a economia do País melhore e o resultado positivo se reflita nas indústrias, segundo estimativas do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria (Sesi), Paulo Skaf.
Durante a rápida entrevista aos jornalistas da região ontem, durante sua visita a unidade do Sesi em Suzano, Skaf comentou sobre as perspectivas para o setor industrial. "A indústria, assim como a economia, não está fácil, mas parou de piorar, o que é uma grande coisa", avaliou. "Então, agora, o nosso esforço é a retomada do crescimento do País. Não adianta a indústria estar no contexto da economia, se a economia não cresce, como aconteceu no ano passado e no ano retrasado", disse.
O presidente da Fiesp ainda adiantou que a estimativa é que os indicadores tragam mais otimismo: "Vamos fechar o ano passado, creio eu, com 3,5% negativo. O ano anterior foi 3,8% negativo. Este ano deve ter um crescimento de zero a 1% positivo. Então já é um resultado melhor do que vinha ocorrendo".
A perspectiva, segundo Skaf, é que o cenário melhore no ano que vem, e contribua para a geração de empregos. "É muito triste ter 13 milhões de desempregados, e essa é a nossa maior preocupação. O que estamos fazendo agora é um esforço sobrenatural para a retomada de crescimento do País. A partir daí retoma a indústria, o comércio e, principalmente, o emprego", explicou.
O diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) no Alto Tietê, José Francisco Caseiro, não se mostrou otimista para 2017. "Depende da economia. Vai ser complicado ter uma melhora significativa nesse ano para a geração de emprego na indústria". (F.F.)