Entre o dia 1 de janeiro e às 7 horas da manhã de ontem, 366,3 milímetros de chuvas foram registrados em Mogi das Cruzes. O volume é o maior registrado na cidade ao longo dos últimos cinco anos. De acordo com a Prefeitura, até então o maior índice contabilizado para o período foi em 2016, quando a pluviometria ficou em 251,7 milímetros. Veja mais detalhes no quadro.
Os índices devem se elevar ainda mais. Isso porque no início da tarde de ontem a chuva voltou a cair de forma bastante intensa, causando estragos e levando preocupação a moradores de diversas regiões do município.
Segundo a Defesa Civil mogiana houve alagamentos na avenida Voluntário Fernando Pinheiro Franco, na rua Tenente Manoel Alves dos Anjos e na Praça da Bandeira, também conhecida como Praça da Bíblia, na região central. "A sirene existente na região foi acionada por volta das 13h20. Com o término da chuva, a água escoou para o ribeirão Ipiranga e as vias foram liberadas", informou. Ruas ficaram alagadas também em Jundiapeba.
Houve quedas de árvores em sete pontos da cidade, bem como o deslocamento de parte do asfalto da rua Domingos Antonio Laureano, no Conjunto Álvaro Bovolenta, formando um buraco. Os trabalhos de manutenção estão previstos para serem iniciados hoje no local.
Além disso, em função dos fortes ventos, parte do mastro existente na praça Kazuo Kimura, no Mogilar, se quebrou. Devido à altura em que ocorreu o problema, o reparo será efetuado com o apoio do Corpo de Bombeiros.
Segundo a prefeitura, o piscinão, no Parque Santana, registrou nível de cinco metros, e sua capacidade máxima é de oito metros. "Cerca de cem funcionários das Secretarias de Segurança, Serviços Urbanos e Transportes, bem como da Guarda Municipal trabalharam no atendimento aos problemas causados pelas chuvas", concluiu. (S.L.)