Em condição de anonimato, alguns dos ocupantes aceitaram falar com a reportagem e afirmaram que a invasão é uma forma de protesto, pois aguardam há anos por uma moradia por meio de programas habitacionais. "Queremos negociar e entrar num acordo para permanecer aqui. Se não tomássemos essa iniciativa, íamos esperar até quando?", disse uma das invasoras, destacando que a maioria vivia em áreas de risco.
"Ninguém arrombou as portas, entramos de forma pacífica. E ainda estamos devolvendo os maquinários e equipamentos da empresa. Inclusive, homens que trabalhavam na obra, agora, também estão morando aqui", frisou.
"Alguns são de Itaquá e do Miguel Badra, além de outras regiões de Suzano mesmo", contou um dos ocupantes. Ele revelou que o local já tem mais de 240 famílias, e ontem mais pessoas chegavam. (F.F.)