Depois da confirmação da suspensão do Carnaval de Mogi das Cruzes, as escolas de samba do município planejam realizar um desfile na avenida Cívica, no Mogilar, por conta própria. Durante uma reunião entre o prefeito Marcus Melo (PSDB) e representantes das agremiações mogianas foi ratificada a decisão de cancelar o Carnaval de 2017 em razão de questões econômicas (leia matéria abaixo). 
O presidente da escola de samba Unidos da Vila Industrial, Emerson Rodrigues da Silva, afirmou que depois da reunião com Melo, algumas escolas de samba discutiram a possibilidade de realizar um desfile na avenida Cívica, onde normalmente ocorre o Carnaval de Mogi. "Essa reunião era a nossa última esperança, como a decisão de cancelar o Carnaval foi mantida, pensamos em realizar o desfile por nossa conta. Só precisamos da liberação do espaço", disse.
Silva informou que a ideia é realizar um desfile modesto com as alas, mas sem carro alegóricos ou estruturas mais simples. "O nosso trabalho estava bem adiantado. Faltava fechar os carros alegóricos. Acredito que em mais 25 dias eles estariam prontos. Estávamos com quatro carros, todos com movimento, o que não vamos conseguir fazer agora sem recurso, pois ele custa o triplo do valor de uma estrutura comum", esclareceu.
Segundo o presidente, quatro escolas de samba da cidade estariam interessadas em realizar o desfile, que a princípio ocorreria no dia 26 de fevereiro, data prevista para uma das noites de Carnaval. "Queremos fazer isso para não passar em branco. A Prefeitura de Mogi levou o Carnaval para um nível tão legal, forçou as escolas se profissionalizarem, agora que começou a andar eles cortaram. Entendemos a saúde financeira de Mogi, mas deveriam ter tido um pouco mais cuidado ao lidar com isso", disse.
O presidente da escola de samba Estação Primeira de Brás Cubas, José Antonio Ribeiro da Silva, contou que 70% das fantasias estavam prontas para o Carnaval. "Vamos sentar com as outras escolas, pois não são todas que querem participar. Até sexta-feira conversaremos sobre o assunto, vereamos quem pode ajudar e se o poder público libera a avenida Cívica, pois com o restante vamos nos virar", acrescentou.