Enquanto a maior parte dos prefeitos eleitos na região assumiu a administração municipal com dívidas exorbitantes, as Prefeituras de Arujá e Guararema iniciaram o mandato com as finanças no azul. Apesar da crise e da previsão de Orçamento enxuto, tal fator pode ser considerado sinônimo de tranquilidade. Isso porque para aqueles que estão no vermelho a preocupação é que a situação possa comprometer o plano de governo.
Conforme levantamento feito pela reportagem, juntas, as cidades de Poá, Mogi das Cruzes, Suzano, Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos contabilizam um déficit financeiro de R$1,196 bilhões.
A maior parte do montante corresponde às dívidas de Ferraz. O saldo negativo corresponde a R$ 500 milhões. "O prefeito José Carlos Fernandes Chacon (PRB), o Zé Biruta, vai trabalhar para buscar recursos em todas as esferas e negociar as dívidas com os fornecedores", informou a prefeitura.
Suzano aparece na sequência com um endividamento de R$ 250 milhões. Só a dívida imediata chega a R$ 50 milhões. Na avaliação do secretário de Planejamento e Finanças, Itamar Corrêa Viana, a situação deixada pela gestão anterior pode comprometer a administração atual, uma vez que não há dinheiro em caixa.
Já Mogi, até novembro de 2016, tinha dívida consolidada líquida de R$ 225 milhões, que equivale a cerca de 20% da Receita Corrente Líquida. O débito, no entanto, não comprometerá a gestão atual, segundo a Secretaria Municipal de Finanças. "Muito pelo contrário, o equilíbrio das contas é fundamental para que a prefeitura dê continuidade a importantes investimentos", destacou, em nota.
Itaquá, por sua vez, possui dívida em torno de R$ 120 milhões. A situação financeira foi avaliada como "grave" pelo prefeito Mamoru Nakashima (PSDB), que ressaltou que, apesar disso, "não é momento de ficar lamentando e sim trabalhar mais para concretizar os projetos da administração". Já Poá soma um saldo negativo de
R$ 101 milhões.
Em condições opostas, a Prefeitura de Guararema encerrou 2016 com um superávit orçamentário e financeiro. "Mesmo diante da crise que afetou o País e que, de acordo com projeções da economia, irá persistir em 2017, a administração estabeleceu um planejamento que possibilitou os resultados positivos no ano mantendo o equilíbrio financeiro do município", informou o Executivo, sem mencionar valores.
Da mesma forma, Arujá iniciou o ano com nenhum endividamento e com as finanças em ordem. "A situação é a melhor possível. Agora precisamos trabalhar para que a situação continue como está", concluiu o prefeito José Luiz Monteiro (PMDB), o Zé Luiz.
Os demais municípios foram procurados pela reportagem, mas não se posicionaram até o fechamento desta edição.