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Destelhamento de casas, ruas inundadas, árvores caídas nas pistas e carros parados. O cenário era de caos na tarde de domingo, em Suzano, após as fortes chuvas com ventania e granizo. A região mais afetada foi no entorno do bairro Dona Benta, onde o rio Jaguari transbordou, invadiu casas, comércios e deixou os motoristas sem alternativa de rota. Muitas pessoas, inclusive, ficaram ilhadas no momento do temporal.
Na rua Gulherme Garijo, no Jardim Santa Inês, duas árvores estavam caídas na pista. Uma delas ficou atravessada até a metade da via, em uma curva, oferecendo riscos de acidente. Na Vila Maluf, logo após a ponte do rio Tietê, na avenida João Batista Fitipaldi, a água também invadiu a pista e muitos veículos tiveram que parar no local e esperar a água baixar.
Quem tentou seguir por caminhos alternativos pelo Jardim Gardênia, Jardim Revista e Chácara Méa, se deparou com alagamentos por todos os lados. Algumas ruas sumiram debaixo d'água. Poucos arriscaram passar em meio ao alagamento, mas os automóveis de pequeno porte não aguentaram atravessar. Outros que tentaram seguir pelas ruas de terra, acabaram atolando os carros. Um percurso que poderia ser feito em 15 minutos, levou, pelo menos, duas horas. Até o resgate que estava a caminho do local precisou recuar.
Além do caos no trânsito, os moradores e comerciantes calculavam os prejuízos que tiveram com a invasão do rio nos imóveis. A cuidadora de idosos Kelley Cristina Lacerda, de 41 anos, perdeu tudo o que tinha na residência. Mesmo com comportas, a água conseguiu invadir o imóvel. "Nunca vi uma coisa dessas. A água entrou por todos os ralos e pelo vaso sanitário. O piso da minha casa estourou, perdi todos os móveis. Sem contar que a prefeitura não apareceu nem para dar um colchão e uma cesta básica".
O comerciante Ricardo Pereira, 42, que tem uma loja na rua Francisco Marengo, a principal rua comercial daquela região, calculou um prejuízo de mais de R$ 10 mil. "O comércio ficou alagado e eu perdi 100% das mercadorias. Eu trabalho com móveis e todos molharam. O pior é que não apareceu ninguém da prefeitura", queixou-se.