O preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), usado como gás de cozinha varia de R$ 55 a R$ 63 na região, e o consumidor precisar pesquisar bem antes de comprar. Apenas neste ano o produto sofreu três reajustes e as distribuidoras aguardam mais um repasse, que pode ser aplicado até o final do ano ao consumidor.
O último aumento foi realizado em setembro e tem gerado queixas nos comércios. Em janeiro ainda era possível encontrar botijões por R$ 50.
De acordo com uma nota divulgada pela Petrobrás, o impacto estimado sobre os preços do botijão de 13 quilos, que é tradicionalmente usado em residências, é de R$ 0,20 por unidade, na média do País.
A empresa ainda destacou que esse valor representa 0,36% no preço do produto, que custa R$ 55. "De acordo com cálculos internos, o impacto máximo, desconsiderando a média nacional, não ultrapassará R$ 0,70 por botijão nos preços cobrados pela Petrobras às distribuidoras", informou. "Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de derivados, as revisões feitas pela Petrobras nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor.
A companhia não tem qualquer ingerência na precificação final adotada por distribuidoras e revendedores de combustíveis".
A proprietária de uma distribuidora de GLP em Mogi das Cruzes, afirma que o aumento chegou a R$ 2,20 para ela, que precisou repassar ao consumidor. "Toda vez que se fala em aumento há muitas reclamações. Só este ano foram três reajustes. Quando o consumidor se acostuma com um preço, um novo aumento é anunciado. Isso acaba nos prejudicando", disse Maria Aparecida Franco.
Para Carlos Higashi, proprietário de uma distribuidora de gás em Suzano, o repasse chegou a 10%. "Setembro é o mês do dissídio dos funcionários, por isso é comum ocorrer aumento neste período", explicou.