A queda no preço do litro da gasolina, que poderia ocorrer desde ontem, nem mesmo foi sentida nos postos de combustíveis da região. Para muitos consumidores, ainda que ocorra, a redução não será significativa para falar de economia na hora de abastecer. Nas refinarias, a gasolina e o diesel ficaram de 2% a 3% mais baratos. No entanto, o novo valor poderá ser repassado aos consumidores nos próximos dias, quando forem adquiridas novas remessas.
Na contramão, o etanol vai sofrer mais um aumento, o que reflete, diretamente, no preço da gasolina, pois corresponde a cerca de 25% da composição. Para muitos motoristas, o ideal seria baixar mais de 3%.
Atualmente, o preço médio da gasolina na região gira em torno de R$ 3,46 e o diesel chega a R$ 2,89. O preço médio do etanol é de R$ 2,89. As informações foram calculadas com base na pesquisa divulgada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), que inclui quatro municípios do Alto Tietê: Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá e Suzano.
O técnico de informática Leonardo Gomes, 27, avalia que o ideal seria uma redução além dos cinco centavos esperados e suficiente para que os motoristas sintam que estão economizando. "Acredito que deviam baixar, pelo menos, R$ 1. Já pagamos muitos impostos e deveríamos ser compensados", avaliou.
Já o biólogo Carlos Furosato, 33, acredita que a baixa nos preços pode trazer reflexos positivos futuramente. "A longo prazo é bom se os preços caírem mais", disse. "Mas os postos da região já aumentaram o valor dos combustíveis há poucos dias, então, no final das contas, a gente nem sente no bolso", observou.
Para o advogado Felipe Fernandes Ferreira, 26, a redução no preço do combustível pode ser positiva, embora não seja tão significativa. "Ainda é pouco, mas já é um começo para, quem sabe, mais reduções", avaliou.
Os reajustes, porém, trarão prejuízos para o bolso de Cristiano Siqueira, 29, que é encarregado de açougue. "Meu carro funciona a álcool e, com o aumento no valor do etanol, não será bom para mim", disse. "E também não adianta baixar o preço da gasolina e subir o de outro combustível".
A aposentada Fátima Rinaldi, 62, não acredita que o reajuste traga benefícios. "Só cinco centavos não vão fazer diferença. É um valor que não compensa ao consumidor", avaliou. "Infelizmente, não tenho muita esperança de que haverá mais reduções, mas ainda assim torço por isso".