Mesmo com queda, em torno de 0,74%, no preço da cesta básica, os consumidores garantem que não sentiram a redução no bolso. Mas, ainda assim, alguns produtos, que, até então, tiveram aumentos significativos nos últimos meses, surpreenderam a todos com a redução de seus valores. São eles: o feijão e o leite. Segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socieconômicos (Dieese), houve uma diminuição de 6% tanto no preço do leite quanto no feijão. Já na feira, o grande vilão é o limão, que chega a ser comercializado por R$ 6 o quilo.
O feirante Cleiton Roberto, de 38 anos, informou que tanto o limão quanto a laranja lima ficaram mais caras, o primeiro por causa do clima e a segunda pelo fim da safra. "Temos as frutas da época, como a nêspera, pêssego, manga e mamão, que estão mais baratas. Tem pessoas que, mesmo com o valor mais alto de algumas frutas, não deixam de consumi-las, mas outras trocam pelas as que são da época", disse.
O feirante Rubens Yoshioka, 49, que comercializa verduras e legumes, avaliou que os valores dos produtos estão mais baixos se comparados com o mesmo período do ano passado. "O clima está ajudando muito. No ano passado tivemos a seca e a crise hídrica. Nesta temporada conseguimos aliar produtividade com a qualidade dos produtos", destacou.
O contador Gilmar Protazio da Silva, 55, contou que sempre observa com atenção os produtos e seus preços. "Quando os produtos estão caros, costumo optar pelos os da época", ressaltou.
O torneiro mecânico Carlos José Vilaça, 57, reclamou do preço do limão e de outros produtos. Ele afirmou que fica atento às promoções nos mercados e que pesquisa os preços dos itens antes de comprar. "Antes, dava para fazer uma compra para o mês, mas agora é preciso fazer semanalmente. A alimentação chega a consumir cerca de 35% a 40% do orçamento", explicou.
O engenheiro civil Jucelio Batista, 54, afirmou que não notou nenhuma queda nos produtos adquiridos no mercado. "A alimentação e a educação consomem boa parte do orçamento", avaliou.
A bancária Alice Lino, 50, notou que o preço do feijão realmente teve uma redução. "Da última vez paguei R$ 10
no pacote, agora já está R$ 6",
observou. O marido Haroldo Lino, 56, ressaltou que, mesmo com a queda em alguns itens, a compra final ainda continua cara. "Quando passamos no caixa a conta sempre acaba mais alta", acrescentou.