No próximo domingo, cerca de 1,1 milhão de eleitores de dez municípios do Alto Tietê elegerão novos prefeitos e vereadores. No caso dos parlamentares, eles são eleitos de acordo com a proporção de votos obtidos pelos partidos ou coligações, ocupando as cadeiras aqueles que foram mais bem votados pela lista da legenda. Ou seja, quando o cidadão vota em um político, vota no partido.
O preenchimento das vagas, por sua vez, é executado de acordo com o cálculo do quociente eleitoral. Isso significa que os vereadores que ocuparão a Câmara não são os mais votados da cidade, mas sim aqueles candidatos cujos partidos ou coligações angariaram mais votos. Os candidatos precisam ter recebido, pelo menos, 10% do quociente eleitoral para garantir a vaga.
De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o quociente eleitoral "é o que vai definir os partidos ou coligações que têm direito a ocupar as vagas em disputa nas eleições proporcionais, quais sejam: eleições para deputado federal, deputado estadual e vereador".
Se levar em consideração os políticos que estão com as candidaturas deferidas com recurso, o resultado das eleições pode sofrer mudanças. Para o presidente do PSDB de Suzano, Cláudio Anzai, ainda não é possível saber como ficará a situação da legenda no município, que tem dois políticos com candidaturas deferidas com recurso. "Se não me engano temos dois candidatos nessa circunstância. Mas só após as eleições é que saberemos como vai ficar a situação. É claro que, se for indeferido, acaba prejudicando o partido".
O presidente do PMDB de Mogi das Cruzes, Mauro Araújo, comemora o fato de sua legenda não ter candidatos com problemas judiciais. "Essa é uma tese democrática e, na prática, cria muita confusão entre os eleitores. Acontece de vereadores bem votados não entrarem e menos votados conseguirem uma vaga".