O debate entre os candidatos a Prefeitura de Suzano foi marcado pela apatia. Nas duas horas de discussão, os concorrentes evitaram fazer ataques diretos e perguntas incisivas. O evento contou com a participação dos sete candidatos a prefeito do município, Said Raful (PSD), Israel Lacerda (PTB), Rodrigo Ashiuchi (PR), Carmen Lúcia Lorente (PSDB), a Carminha, Luiz Carlos Geraldo (PT), o professor Luizinho, José de Sousa Dias (PTC), o Dias, e Rodrigo Fernando Assis dos Santos (PSOL). O discurso comum entre os candidatos foi o de que Suzano está "abandonada".
O debate foi realizado pela rede DS de Comunicação. Saúde, segurança e pavimentação foram alguns dos assuntos mais discutidos durante o debate. A retomada das obras da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Revista, que teve a construção paralisada no final de 2012, foi um dos temas abordados.
As ruas esburacadas e a falta de remédios também foram criticadas. O debate foi dividido em quatro partes, sendo a primeira de apresentação dos concorrentes, de perguntas da população, de pergunta direta entre os candidatos e por último as considerações finais.
Durante a fase de perguntas dos suzanenses, os candidatos foram questionados sobre a falta de políticas públicas para os animais. Said disse que a cidade precisa de serviço de castração para os animais e lembrou que a SPMar, construtora responsável pela obra do Rodoanel, havia se comprometido a construir um centro de zoonoses. "Infelizmente, por causa de algum desencontro e erro administrativo, falta de vontade da atual gestão, não se conseguiu colocar em prática", disse.
A construção do hospital público, projetado para ser instalado no prolongamento da avenida Sete de Setembro, no Monte Cristo, foi lembrada pelos candidatos. O professor Luizinho informou que a cidade conta com R$ 30 milhões do governo federal, mas que o valor ficou "esquecido" pela atual administração. Ele afirmou que o recurso daria para construir o primeiro pavimento do prédio. Carminha, que ocupava o cargo de secretária de Obras, rebateu o dado, dizendo que o dinheiro daria apenas para fazer a fundação da unidade.
Lacerda afirmou que é preciso gerenciar o orçamento municipal com cuidado. "Temos pouco potencial de investimento em Suzano. O custeio da máquina é muito grande, gira em torno de 51%. Contando a folha de pagamento dos funcionários e os juros sobram apenas
R$ 15 milhões para investimento. Isso dá pouco mais de R$ 1 milhão por mês. Temos que ter habilidade, buscar emendas", citou.
Os únicos ataques mais incisivos foram direcionados a Lacerda, que teve direito de resposta em duas oportunidades. Os candidatos também alfinetaram Carminha, que fez parte da atual administração.